Liberdade e pertencimento.

Já perdi a conta de quantas vezes presenciei alguém enaltecendo a liberdade como se ela fosse o maior prêmio da vida. Mesmo que, pra mim, o grito mais alto das nossas almas seja pelo pertencimento. Nós sentimos necessidade de pertencer a alguém, a um grupo social, a uma causa, a um status qualquer. Sentimos necessidade de seguir uma tendência, de imitar uma inspiração, de parecer com alguma coisa. Somos tão rasos que precisamos nos definir de acordo com as características que compartilhamos com outras pessoas. Nos sentir incluídos nos faz sentir melhor. Mas o que a gente faz quando não se encaixa em canto algum?

Não tô aqui pra apontar uma arma na cara da liberdade e mandar ela tirar essa máscara de perfeição. Só tô me perguntando como eu vou ser livre, se fazer parte das coisas me motiva mais que deixá-las todas para trás.

Quer um exemplo? Busca na memória algum momento de indecisão que você compartilhou com alguém. Lembra agora o discurso pronto: “ficar em cima do muro é pior. Não resolve nada”. Mas, puta que pariu, por que eu preciso escolher? Por que eu sinto que meu livre-arbítrio não é tão livre assim? Afinal, escolher é também condenar, para o bem ou para o mal, um pedaço de mim, a alguma convenção social.

Mas também não serei ingrato. A falta de opção ou a obrigação de uma via de mão única são possibilidades piores que não quero nem considerar. 

Quem sabe eu não decido parar de pensar nisso e escolho fazer algo melhor. Afinal, eu sou livre pra fazer o que eu quiser. 

Eu acho.

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