Náufrago 2.

Já não fico mais à deriva,
Não navego mais a esmo.

Já não remo contra a maré,
Não quebro mais a onda
E nem enfrento a tempestade.

Já não bebo dessa água salgada,
Nem me importo com toda essa areia nos meus bolsos.

Eu sou a onda que balança o navio,
Sou o vento que sopra nas docas.
Eu sou a pedra que sustenta o farol,
Sou o cardume que foge da rede.

Sou tudo e não sou nada.
E nado. Nado em cada gota de você.

Sou mar.
Só amar.

 

continuação de Náufrago.

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