Náufrago.

Mesmo com toda essa distância,
minha lanterna ainda projetava na parede a sombra da tua dança.
Meus dedos ainda se perdiam entre os lençóis da cama,
só lembravam do caminho que faziam até você.

Mas eu queria ver o mar, eu queria navegar.

Nós cegos nas cordas do mastro.
Velas rasgadas, leme quebrado.
Escotilha trancada, memórias à salvo.
Escolhi ficar à deriva, escolhi ser náufrago.

Me afoguei em você e acordei sozinho, na areia.

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